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Rashomon · guia

Como ler o rashomon

Sete gráficos sobre os textos que citam uma pessoa. A chave embaixo de cada título é o gráfico. Esta página é a mesma chave, para mandar o link.

Tudo vale só para o recorte da frase: pessoa, período e fonte.

Como fazer uma análise

  1. Escolha uma pessoa, o período e a fonte. Isso é o recorte.
  2. Olhe as palavras maiores. Clique numa para ler os textos. O cartão fica aberto na próxima escolha e arrasta pelo topo.
  3. Clique no nome no centro (na primeira linha da lista) para os textos da pessoa, sem palavra no meio.
  4. No gráfico 2, compare veículos da mesma pessoa. No 3, de quem a palavra é. No 6, leia a mesma pessoa por dois recortes ao mesmo tempo. No 7, veja a fatia de cada veículo por pessoa.

Gráfico 1 · Atlas de palavras

O nome fica no centro. As palavras ao redor aparecem nos textos que citam a pessoa. As posições evitam colisões; elas não medem distância nem opinião.

Frequência

Em quantos textos sobre a pessoa a palavra aparece. Frequência diz o que se fala muito.

Alcance

Com “alcance” no lugar de frequência, o tamanho da palavra é a soma dos reposts dos posts do Bluesky que a trazem, e não quantos textos a citam. É contado quando o rashomon coletou o post: um post que continuou circulando depois fica subcontado. Só documentos do Bluesky têm alcance; os das outras fontes não têm e contam como zero.

Linha entre duas palavras

As duas aparecem nos mesmos textos. Só isso.

Tom

Só existe nos textos que vêm do GDELT. As outras fontes não têm tom, e o site não inventa um.

Cor

Colorir por avaliação compara a nota média dos textos com a palavra com a média da pessoa no recorte, e não com o zero. Vermelho: mais hostil que o normal para essa pessoa. Verde: mais favorável. Cinza: igual, ou menos de 3 textos avaliados.

Expressões

Uma expressão é várias palavras como um termo só (“primeiro turno”, “Alexandre de Moraes”). Ela substitui as palavras que cobre. A contagem de uma palavra passa a ser: textos em que ela aparece pelo menos uma vez fora de qualquer expressão.

Organizações

Textos vindos do GDELT também trazem organizações citadas na matéria (ministérios, partidos, empresas): um quarto tipo de termo, com sublinhado tracejado no atlas. Vem só do GDELT e nunca é inventado para as outras fontes.

Gráfico 2 · Avaliação por veículo

A nota não é de um jornalista nem do GDELT. Um modelo treinado só para isso, o kikori, lê cada texto sobre a pessoa e marca se fala contra (−10) ou a favor (+10). Até −2,5 conta como contra; de +2,5 para cima, a favor. Vale para todas as fontes, ao contrário do tom.

O nome da pessoa puxa a nota. Por isso, compare veículos falando da mesma pessoa; nunca compare a nota de uma pessoa com a de outra.

A régua põe cada veículo na sua nota média; o tamanho é quantos textos; a linha vertical é a média da pessoa. Só entram veículos com 3 ou mais textos avaliados.

O modo Avaliação do gráfico 1 usa a mesma régua, mas com palavras: cada palavra fica na média das notas dos textos em que aparece, e a cor é a mesma máscara do mapa e da lista, a distância até a média desta pessoa. Não é uma segunda medida, é a mesma nota do kikori vista de outro ângulo.

A lista de veículos também os agrupa por vocabulário parecido. Vocabulário parecido não é a mesma coisa que linha editorial: dois veículos podem usar palavras semelhantes por motivos que nada têm a ver com posição política. E o número de cada grupo não significa nada por si só, nem pode ser comparado entre uma reconstrução e outra do site: ele só serve para juntar veículos naquela leitura.

PMI

Frequência conta. PMI compara. Ele pergunta: essa palavra aparece com essa pessoa mais do que apareceria por acaso?

“presidente” aparece com todo político: frequência alta, PMI baixo. Uma palavra quase só desta pessoa tem PMI alto.

0
igual ao acaso
1
o dobro
2
quatro vezes
3
oito vezes

Cada +1 dobra. PMI ponderado segura a palavra rara: o tamanho usa PMI × ln(1 + documentos).

Gráfico 3 · Régua entre duas pessoas

A posição diz de quem a palavra é. Numa ponta, só uma das duas pessoas a tem; no meio, a palavra é dividida.

O tamanho da letra é quantos documentos ela tem com as duas pessoas, somados. “Documentos” ou “PMI ponderado” na frase mudam só a posição, nunca o tamanho.

Se as duas têm a palavra, ela fica dentro da régua. PMI negativo conta como zero na posição, senão uma palavra exclusiva do outro lado seria desenhada como se fosse desta ponta.

As que não couberam sem cobrir outra ficam numa lista abaixo da régua, e clicam igual. O nome de uma das duas pessoas não entra na régua dela; quantas saíram aparece embaixo.

Uma palavra desenhada toda numa ponta pode ter sido usada também pela outra pessoa, só que abaixo do que a construção pré-computada deste recorte guardou: nesses casos o outro lado não é sempre zero, é só o que sobrou de fora dela. Esse lado conta como zero também no tamanho da letra e na escolha das palavras que concorrem a ponte, então a palavra pode sair um pouco menor do que a soma real.

Ponte

Uma palavra sublinhada em âmbar é uma ponte: pelos documentos das duas pessoas, ela liga palavras de um vocabulário às do outro. A conta junta as palavras que aparecem juntas no mesmo texto, dos dois lados, e mede por quantos caminhos mais curtos entre duas palavras quaisquer ela passa (centralidade de intermediação). A mais atravessada vale 1; sublinhadas ficam as que passam de 0,5. A ponte não muda a posição: uma palavra pode pender para um lado e ainda assim ligar os dois.

Gráfico 4 · Em alta

A régua traz as 40 palavras mais presentes nos últimos 7 dias de textos sobre a pessoa. Não as que mais subiram: um grupo escolhido por subir cai inteiro num lado só da régua, e o eixo não diz mais nada.

Cada palavra fica onde a sua fatia mudou. A fatia é quantos textos sobre a pessoa trazem a palavra, dividido por todas as palavras escritas sobre ela naquela janela (o total de pares texto-palavra, não o total de textos). A posição é log₂(fatia agora ÷ fatia antes), limitada a ±3 nessa escala (±1 na régua). Ao centro, a palavra ocupa a mesma fatia de antes; à direita, uma fatia maior; à esquerda, menor. A fatia de antes ganha um texto de brinde (+1), o mesmo alisamento que o lift da API usa, para uma palavra nova não ir ao infinito.

Fatia, e não contagem de textos, porque o corpo de textos muda de tamanho: quando um veículo passa a mandar o texto inteiro em vez do título, cada documento traz muito mais palavras, e toda palavra "sobe" junto sem que nada tenha mudado sobre a pessoa. Dividir pelo total de palavras da janela cancela isso.

Embaixo da régua, as que subiram fora dela: palavras que não entraram entre as 40 mais presentes, mas que estão entre os 40 maiores lifts da semana e subiram de fato (lift acima de 1). Vêm da maior subida para a menor; a lista mostra até 12 e diz quantas ficaram de fora. Continuam clicáveis. Os dois números absolutos, quantos textos sobre a pessoa nos últimos 7 dias e nos 14 dias antes, também ficam escritos embaixo, junto com o total de pares texto-palavra de cada janela: o eixo relativo esconde essa conta.

O tamanho da letra é quantos documentos a palavra tem nas duas janelas, somados. Clique abre os textos da última semana com aquela palavra.

Gráfico 5 · A semana

Cada coluna é um dia do calendário, na hora de Brasília: o mais antigo à esquerda, hoje à direita. A palavra é a marca; não há linha, cor de avaliação nem comparação entre pessoas aqui.

Tamanho

Quantos documentos daquele dia têm a palavra. Uma palavra em vários dias aparece de novo em cada um, sem ligação entre as repetições.

Posição

Só o dia. Dentro da coluna a posição apenas evita que uma palavra cubra outra. Uma expressão de várias palavras quebra em linhas, nos espaços ou depois de um hífen, para caber na coluna; uma palavra só não quebra na figura, e se fica mais larga que a coluna no tamanho que lhe cabe, vai para a lista "não couberam" embaixo da coluna, com seu número de documentos ao lado, onde pode ser partida com hífen. Ela não encolhe para caber: o tamanho seguiria mentindo. A lista também recebe o que passa da altura da coluna num dia com mais palavras do que ela comporta.

O número do dia

Junto do rótulo de cada dia, quantos documentos citam a pessoa naquele dia, mesmo quando nenhuma palavra sobrevive ao corte de nomes próprios. Um dia sem documentos aparece com esse número em zero, não some da semana.

Clique

Abre os textos daquele dia com aquela palavra.

O gráfico 1 tem seu próprio calendário em miniatura: ao focar uma palavra, um pequeno gráfico de barras mostra os últimos 7 dias corridos, não dias de calendário como aqui, e independente do período escolhido na frase do gráfico 1.

Gráfico 6 · Uma pessoa, duas lentes

Uma lente é um recorte do mesmo corpus: um veículo, um viés (esquerda, centro, direita) ou uma fonte. A régua compara duas lentes escolhidas para a mesma pessoa, do mesmo jeito que o gráfico 3 compara duas pessoas.

Posição e tamanho

A posição diz de qual lente a palavra é mais; no meio, ela é dividida entre as duas. O tamanho da letra é quantos documentos ela tem nas duas lentes, somados.

Uma palavra desenhada toda numa ponta pode ter sido usada também pela outra lente, só que abaixo do que a construção pré-computada deste recorte guardou: nesses casos o outro lado não é sempre zero, é só o que sobrou de fora dela. Esse lado conta como zero também no tamanho da letra e na escolha das palavras que concorrem a ponte, então a palavra pode sair um pouco menor do que a soma real.

Mesmo recorte

Quando as duas lentes escolhidas são exatamente a mesma, aparece o aviso "Os dois lados mostram o mesmo recorte". Não há detecção de recortes equivalentes com nomes diferentes: só a mesma lente, escrita do mesmo jeito, conta.

Nome próprio

O nome da pessoa não entra na régua, nas duas lentes: é a mesma pessoa dos dois lados. Quando as duas lentes são Tudo ou uma fonte, num dos períodos pré-calculados, o nome dela já fica fora da construção e a contagem não aparece; nos outros recortes, quantas palavras saíram por isso aparece embaixo da régua.

Lente inválida

Uma lente vazia, malformada ou desconhecida volta para "Tudo", o corpus inteiro daquele lado, sem erro.

Ponte

O sublinhado âmbar é o mesmo do gráfico 3, com as duas lentes no lugar das duas pessoas: a palavra que as duas lentes precisam para falar da pessoa. A conta está em Ponte, no gráfico 3.

Clique

Abre os textos das duas lentes ao mesmo tempo, cada uma com o seu recorte de veículo, viés ou fonte.

Gráfico 7 · Atenção e menções

Uma linha traz quantas pessoas visitaram a página da Wikipédia da pessoa, dia a dia: curiosidade, não opinião. Ninguém escreve nada para gerar uma visita; a página só é procurada. A outra linha traz quantos textos a citam a cada dia, documentos por dia contados em janelas corridas de 24 horas, não o dia-calendário do gráfico 5.

Duas escalas, nunca uma

As duas linhas nunca são comparadas como um número contra o outro: pageviews e documentos vivem em ordens de grandeza diferentes, e cada linha tem seu próprio tamanho, na sua própria escala, independente da outra. O que se compara é a posição: o dia em que cada linha atingiu seu pico.

Quem veio primeiro

Uma frase compara os dois picos: quantos dias a imprensa veio antes da curiosidade, ou quantos dias o público buscou antes de a imprensa escrever, ou se os dois picos caíram no mesmo dia. Quando uma das linhas não tem pico (a pessoa não tem página de Wikipédia rastreada, ou a janela está vazia), não há frase, só uma nota.

Clique

Abre os textos de menções daquele dia, em qualquer das duas linhas. Pageviews não têm texto próprio para abrir.

Gráfico 8 · Agenda por veículo

Uma tabela: uma linha por veículo, entre os 30 com mais documentos rastreados no recorte; uma coluna por pessoa acompanhada. Diferente dos outros gráficos, ele não olha uma pessoa por vez: compara todas de uma vez, veículo por veículo.

A fatia

Cada célula é a fatia dos documentos daquele veículo que citam aquela pessoa, entre todos os documentos daquele veículo que citam alguém acompanhado. A fatia é do veículo, não da pessoa: um veículo pequeno que só fala de uma pessoa mostra 100% para ela, mesmo escrevendo pouco no total. Quanto maior a fatia, mais escura a tinta do número.

Por que passa de 100%

Um documento que cita duas pessoas acompanhadas conta uma vez para cada uma. Por isso a soma de uma linha pode passar de 100%; a tabela mede quem o veículo cobre, não divide o veículo em partes.

Veículo de fora

Um veículo com poucos documentos rastreados na janela nem entra na tabela. Um documento sem veículo identificado nunca conta para nenhuma linha.

Clique

Abre os documentos daquela pessoa naquele veículo.

Gráfico 9 · Quem aparece junto

Uma matriz com todas as pessoas rastreadas nas duas margens. Cada célula conta os textos que citam as duas pessoas daquela linha e coluna ao mesmo tempo, na mesma janela de dias.

Aparecer junto não é concordar

A célula só diz que o mesmo texto falou das duas pessoas. Não diz se foi a favor, contra, ou uma da outra: exposição, não avaliação. É por isso que a cor usa só uma tonalidade de tinta, nunca as cores de avaliação do gráfico 2.

Mínimo

O mínimo escolhido na frase esconde pares com poucos textos em comum: um par abaixo dele fica em branco na matriz, não desaparece dela. A matriz mantém sempre o mesmo formato, com ou sem pares.

Clique

Abre os textos daquele par, os mesmos textos que citam as duas pessoas juntas. Clique de novo na mesma célula, ou fora da matriz, fecha.

Tela estreita

Abaixo de 700px de largura a matriz vira uma lista, do par com mais textos em comum para o com menos, e o clique funciona igual.

Gráfico 10 · Persistência

Uma linha por palavra, uma célula por semana, de segunda a domingo na hora de Brasília: a mais antiga à esquerda, a atual à direita. A figura responde a uma pergunta que os outros não respondem: a palavra ficou, ou foi só um pico?

Célula

Quantos documentos sobre a pessoa trazem a palavra naquela semana; quanto mais documentos, mais tinta. A escala é uma só para a figura toda, então uma palavra com poucos documentos continua visível, só mais clara. Tudo aqui é tinta, sem cor de avaliação nem de comparação.

Célula vazia não é zero

Cada semana guarda só as 50 palavras mais fortes da pessoa, pela mesma conta do PMI ponderado (PMI × ln(1 + documentos)), com pelo menos 2 documentos. Uma célula vazia diz que a palavra ficou fora dessas 50, não que não apareceu. Antes da primeira semana gravada a célula diz “sem dados”. A palavra do nome da própria pessoa não entra.

Sequência

Semanas seguidas com a palavra, contadas da atual para trás. A semana em curso ainda está incompleta: se estiver vazia, a contagem parte da anterior. É a leitura de quem ficou.

Meia-vida

Só semanas completas. Acha-se o pico da palavra (o mais recente, se houver empate) e conta-se quantas semanas passam até a primeira em que ela caiu à metade do pico ou menos; uma semana vazia conta como queda. “Sem queda” quer dizer que isso ainda não aconteceu, inclusive quando o pico é a última semana completa.

Série curta

A série começa em 9 de setembro de 2026 e cresce uma semana por vez; nada é reconstruído para trás. Enquanto houver menos de quatro semanas, uma nota diz quantas existem. As semanas guardadas continuam como foram gravadas, com o vocabulário do seu tempo.

Clique

Abre os textos da pessoa naquela semana com aquela palavra. Semanas mais antigas que o período de documentos guardado mostram o número, mas não abrem textos. Clique de novo na mesma célula, ou fora da tabela, fecha.

Tom por termo continua na API, sem página própria.Sem dados fictícios em produção.